segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Colher-de-Chá I

TO DO IS TO BE
-- SOCRATES

TO BE IS TO DO
-- SARTRE

OO BE DO BE DO
-- SINATRA

domingo, 12 de outubro de 2008

Adeus

Quero deste modo lembrar o falecimento de José do Porto Primoroso nascido no dia vinte de Maio de mil novecentos e trinta e três e falecido no dia onze de Outubro de dois mil e oito.

Zé foste mais meu avô que os meus avós e sempre me vou lembrar da nossa amizade e no carinho que nos fazem mais família que a família.
A tua boa disposição, dinamismo e graça foi e é uma inspiração para mim.

Quero lembrar os versos que entoavas numa melodia divertida, a cada principio de um novo dia (e que eu cresci a ouvir)...

Quem é quem é,
O mais bonito?
É o Zé, é o Zé.

Quem é quem é,
O mais limpinho?
É o Zé, é o Zé.

Quem é quem é,
O mais lavadinho?
É o Zé, é o Zé.

Quem é quem é,
O mais cheiroso?
É o Zé, é o Zé.

Adeus, vou sentir a tua falta.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Regresso do Grito do Ipiranga - Parte 2

Acabaram finalmente as férias e os exames de Setembro estão aí à porta...

No mês de Agosto aconteceram coisas boas e más. Fui de férias (agora com a namorada) e descobri, por acaso, a palavra da essência de ser humano.

Numa perspectiva mais humorista, à dois dias fiz um "karaté kid" involuntário ao meu velho aspirador e lixei-os (o pé e o aspirador).
Descansa em paz aspirador e recupera a tua cor normal pezinho.
Ah, e tive mesmo de comprar um aspirador novo... ;)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Regresso do Grito do Ipiranga

Voltei.
Foram exames, foram relatórios três em pipa, foi a net que foi ao ar e há-de haver ainda uma discussão dos relatórios mas voltei... ehehehehehhehehe

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mudar O Destino

Se as almas tivessem asas nos pés

Voavam pelo mundo lés a lés

Controlando tudo com olhar

Tal como um gavião a caçar.

As acções que elas fariam

Belas feias terríveis seriam

E o Mundo não mais seria igual

Tanto para o bem como o mal.

Juntemo-nos assim então

Não voando mas no chão.

Será algo diferente passível

Se bem que nada fazível.

Não nos nada custa sonhar

Custa apenas o meu tentar

Mudar o Mundo, o viajante

Com pequena força constante.

terça-feira, 8 de julho de 2008

1º Visitante - Parte 2

Agora é que é. Apareceu alguém. ehehehehhehehehehe

Para festejar esta vida repleta de encontros, sonhos, desencontros e oportunidades perdidas, quero partilhar um AMV que me evoca isso.

Memórias

Os ventos ao soprar

Impelem-me a memória

Fazendo-a recordar

E admirar a história.

As memórias navegam

Como no alto mar.

Rodopiam e carregam

Uma informação sem par.

Devia escrever uns tomos

Para tal não se perder

Pois no fim nada somos

Nada mais que ao nascer.

Life's Gonna Suck

Uma aproximação original ao que pode ser a vida de uma criança... ;)

This is a special moment right now,
We'd like to take this time to tell all the kids at home,
Send your parents out of the room this is a kid's song.
Life's gonna suck when you grow up,
When you grow up, when you grow up
Life's gonna suck when you grow up,
It sucks pretty bad right now.

Hey! If you know the words, Sing along!

You're gonna hafta mow the lawn,
Do the dishes, make your bed.
You're gonna hafta go to school until you're seven-teen.
It's gonna seem about three times as long as that

You might have to go to war, shoot a gun, kill a nun.
You might have to go to war, when you get out of school.
Hey cheer up kids, it gets a lot worse.

You're gonna hafta deal with stress
Deal with stress, deal with stress.
You're gonna be a giant mess
When you get back from the war.

Santa Clause does not exist, and there's no Easter Bunny,
You'll find out when you grow up, that Big Bird isn't funny.
(funny, funny, hahahahaha!)

Life's gonna suck when you grow up,
When you grow up, when you grow up
Life's gonna suck when you grow up,
It sucks pretty bad right now.

You're gonna end up smoking crack, on your back, face the fact.
You're gonna end up hooked on smack, and then you're gonna die.

And then you're gonna die-ie-ie-ie-ie.

Dennis Leary


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Afinal Ainda Não Houve Estreia

O 1º visitante do blogue afinal não existe...
Estava no Google Tools e descobri que o americano que acedeu ao blogue foi apenas o Google a fazer o índex da página.
Lá vou eu retirar uma alma do blogue e voltar ao número 1 (esse sou eu).

PS- Graças ao corrector ortográfico, agora escrevo blogue e não blog. ehhehehehehehehehehehheheheheheh

PPS- O Google voltou outra vez... O contador foi editado novamente.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Âmago do Presente

Tu estás a ser manipulado

Tu estás a ser observado.

O que pensas ser verdade

É apenas uma idade

Que se reflecte em ti

Do modo que já vi

E que estou a contar

Para no futuro te ajudar.

A soma das tuas penas

Não será o bando de hienas

Que pensas que são.

São sim a vera paixão

Que reside em ti próprio

Complexa como um colóquio

Da ciência vibrante

Que te dá, confiante

A certeza do futuro

Sabendo-o inseguro.

As mágoas do passado

São algo muito prezado

Por ti meu inocente

Pois não vives no presente

Mas num Mundo fantasia

Longe deste e doutro dia

Desavindo com o fogo

E da alma deste jogo

Que é o tempo vivido.

Sê suave destemido

E conta o tempo corrido

Como uma bênção sagrada

Luta, faz-te à estrada.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

1º Visitante

Devido à maluqueira geral, pânico total e à falta crónica de lâmpadas, decidi festejar o primeiro visitante do blog com a representação LEGO de um excerto do show de Eddie Izzard (faz Stand-Up Comedy).

StarWars aqui vou eu...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Assalto ao Banco

Se acharem que os próximos versos são ridículos e não têm nada haver com os anteriores e comigo, estão um tanto ou quanto enganados.
Cerca de 95% dos versos que faço na cabeça têm assuntos estranhos ou jocosos mas devido a isso talvez tenha mais tendência para os esquecer rapidamente. :(
No entanto não me consegui esquecer destas quadras, especialmente a última que (curiosamente) foi a primeira a ser imaginada. ;)


Estava no banco a depositar

Algum dinheiro e tesouros

Quando o vieram assaltar

Um grupo de três mouros.


Tinham armas e um tijolo,

Começaram logo a berrar.

Se alguém fosse parolo

Era o primeiro a se matar.


Ameaçaram o gerente,

Ou abria a caixa-forte

Ou com tijolada valente

Lhe dariam triste sorte.


Quando a estavam a abrir

Gritaram todos os assaltantes

Foi aí que resolvi fugir

Por entre sirenes distantes.


Não fugi sem o levar

Um refém nas cruzes

Soube bem aproveitar

A chegada das luzes.


Mais tarde veio um jornalista

Que falou do cerco abjecto

Expôs-me imediatamente à vista

E passou para mim directo.


Falaram num acto estóico

Eu acho que é só profano

Pois eles viram um acto heróico

Onde eu só vi um escudo humano.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mais um Prego no Caixão

Despejei a gasolina do bidão

Mais um fósforo para a fogueira

A ver se terminava a comichão

Ardendo daquela maneira.


Esperei logo ver tudo arder,

Consumir o restante ar.

A madeira a desaparecer

E o fumo a espalhar.


A brasa que se formou

Era vivaça e quente

E nada do que restou

Tinha um resíduo potente.


Ficou um oco frio

Na caverna um vazio.

A ausência da emoção

Só uma triste canção.


Tudo ardeu sem tino

Num flash do destino.

E terminou na alvorada

Graças à ideia lixada.

Sonhos

As sombras que cantam

Forte forte nos iludem

Cantam bem, espantam

E que a todos os ajudem.


As sombras que brilham

Na escuridão sempre sombria

Ajudam tanto aos que trilham

Caminhos com a lua vazia.


As sombras que cheiram

Cheiram delicadas a jasmim

E pelo cheiro as seguiram

E guiaram-se assim assim.


As sombras foram tocadas

Eram ilusões algo reais

Existiam sem ser atadas

Aos conceitos dos demais


As sombras do doce sabor

Não guiaram de facto

Pois não tinham outro ardor

Que o sentido abstracto.


Deste modo me encontrei

Ou deste modo me perdi?

Será que aquilo que viajei

Foi um algo que já vivi?

sábado, 21 de junho de 2008

Memórias Esbatidas

Hoje ouvi algo que me entristeceu

A memória que nem sempre dura

A pedra agora amanhã desvaneceu

A verdade passou para loucura.


É tão triste ver ou ouvir

Confissões já esquecidas

Não por a memória vir

Mas por estarem distorcidas.


É tão cruel ver as almas

Daqueles inocentes a tentar

Ordenar as ideias calmas

Tentando mas sem recordar.


Os sorrisos que se iluminam

Ao contar a esquecida versão

Persistem e não terminam

Quando se elimina a ilusão.


Que quando for minha vez

Me relembrem prontamente

A verdade com robustez

Não uma versão diferente.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Pedir desculpa?

Quando apresentamos desculpas

Às importantes pessoas que amamos

Seremos nós pessoas adultas

Quando não sabemos porque vamos?


Será justo pedir para desculpar

Se não fizemos nada para ofender?

Não será semelhante ao mar

Pedir desculpa por se ver?


Será bonito pedir na ocasião

Toda a limpeza da mesa?

E obter o seu perdão

Quando a razão está presa?


Será generoso pedir a paz

E lutar pela harmonia?

Quando aquela guerra traz

Os demónios de outro dia?


Será fingido o proferir

As frases do bem sabido?

E realmente preferir

Usar o discurso falido?


Não sei nada sobre o tal

Um “não sei nada” previsto

Mas será que há mal

Em dizer o revisto?

terça-feira, 17 de junho de 2008

Um Génio Carroceiro

Enquanto não me decido a escrever algo ridículo que me anda a martelar a cabeça há uns 2 meses, aqui fica uma umas quadras que improvisei quando pensei num poeta que admiro.

Gostava de fazer poesia

Como Bocage brejeira

Mas se a fizesse seria

Seca e bem foleira


O que dava para ser patife

Na linguagem vulgar rimada

Tanto rimar com um esquife

Como com simples bofetada


Não tenho o jeito do personagem

Fico mesmo muito aquém

Isso me impede a viagem

Para algo vulgar também

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Passado

Deus porque me deixaste

Naquela hora que precisei

Só pensava que me abandonaste

E o coração que partilhei.


Estava mal e perdido

Não sabia o que fazer

Porquê o momento escolhido

Para me fazeres enlouquecer.


Fugi dos grandes engodos

Que me cercavam além

Aguentei contra tudo e todos

E contra a solidão também.


Mas o além vai acolá

Disso tudo me livrei

Limpa a minha mente está

E já não mais suspirei.


Um pensamento salutar

Alternando com a miséria

Foi a base para ultrapassar

A tristeza desta matéria.


Queria mostrar-vos a receita

Deste pensamento tão especial

Mas a verdade não é atreita

A uma simples definição real.

sábado, 14 de junho de 2008

Saudade

Uh! Que Pesadelo

Uh! Que Maldade

Uh! Que Desmazelo

Uh! Que Anormalidade


Oh! A Loucura

Oh! A Paixão

Oh! A Tontura

Oh! A Ilusão


Ih! Que Sonho

Ih! Que Destino

Ih! Que Enfadonho

Ih! Que Assassino


Eh! A Chama

Eh! A Lealdade

Eh! A Trama

Eh! A Verdade


Ah! A Beleza

Ah! A Felicidade

Ah! A Tristeza

Ah! É a Saudade

Inauguração

Boas.
Pensei bem e resolvi criar o meu próprio blog.
Benvindos a todos.