| Despejei a gasolina do bidão |
| Mais um fósforo para a fogueira |
| A ver se terminava a comichão |
| Ardendo daquela maneira. |
| |
| Esperei logo ver tudo arder, |
| Consumir o restante ar. |
| A madeira a desaparecer |
| E o fumo a espalhar. |
| |
| A brasa que se formou |
| Era vivaça e quente |
| E nada do que restou |
| Tinha um resíduo potente. |
| |
| Ficou um oco frio |
| Na caverna um vazio. |
| A ausência da emoção |
| Só uma triste canção. |
| |
| Tudo ardeu sem tino |
| Num flash do destino. |
| E terminou na alvorada |
| Graças à ideia lixada. |
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Mais um Prego no Caixão
Declamado por
Vitor
à(s)
05:36
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