Cerca de 95% dos versos que faço na cabeça têm assuntos estranhos ou jocosos mas devido a isso talvez tenha mais tendência para os esquecer rapidamente. :(
No entanto não me consegui esquecer destas quadras, especialmente a última que (curiosamente) foi a primeira a ser imaginada. ;)
| Estava no banco a depositar |
| Algum dinheiro e tesouros |
| Quando o vieram assaltar |
| Um grupo de três mouros. |
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| Tinham armas e um tijolo, |
| Começaram logo a berrar. |
| Se alguém fosse parolo |
| Era o primeiro a se matar. |
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| Ameaçaram o gerente, |
| Ou abria a caixa-forte |
| Ou com tijolada valente |
| Lhe dariam triste sorte. |
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| Quando a estavam a abrir |
| Gritaram todos os assaltantes |
| Foi aí que resolvi fugir |
| Por entre sirenes distantes. |
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| Não fugi sem o levar |
| Um refém nas cruzes |
| Soube bem aproveitar |
| A chegada das luzes. |
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| Mais tarde veio um jornalista |
| Que falou do cerco abjecto |
| Expôs-me imediatamente à vista |
| E passou para mim directo. |
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| Falaram num acto estóico |
| Eu acho que é só profano |
| Pois eles viram um acto heróico |
| Onde eu só vi um escudo humano. |
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