quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Assalto ao Banco

Se acharem que os próximos versos são ridículos e não têm nada haver com os anteriores e comigo, estão um tanto ou quanto enganados.
Cerca de 95% dos versos que faço na cabeça têm assuntos estranhos ou jocosos mas devido a isso talvez tenha mais tendência para os esquecer rapidamente. :(
No entanto não me consegui esquecer destas quadras, especialmente a última que (curiosamente) foi a primeira a ser imaginada. ;)


Estava no banco a depositar

Algum dinheiro e tesouros

Quando o vieram assaltar

Um grupo de três mouros.


Tinham armas e um tijolo,

Começaram logo a berrar.

Se alguém fosse parolo

Era o primeiro a se matar.


Ameaçaram o gerente,

Ou abria a caixa-forte

Ou com tijolada valente

Lhe dariam triste sorte.


Quando a estavam a abrir

Gritaram todos os assaltantes

Foi aí que resolvi fugir

Por entre sirenes distantes.


Não fugi sem o levar

Um refém nas cruzes

Soube bem aproveitar

A chegada das luzes.


Mais tarde veio um jornalista

Que falou do cerco abjecto

Expôs-me imediatamente à vista

E passou para mim directo.


Falaram num acto estóico

Eu acho que é só profano

Pois eles viram um acto heróico

Onde eu só vi um escudo humano.

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