sábado, 21 de junho de 2008

Memórias Esbatidas

Hoje ouvi algo que me entristeceu

A memória que nem sempre dura

A pedra agora amanhã desvaneceu

A verdade passou para loucura.


É tão triste ver ou ouvir

Confissões já esquecidas

Não por a memória vir

Mas por estarem distorcidas.


É tão cruel ver as almas

Daqueles inocentes a tentar

Ordenar as ideias calmas

Tentando mas sem recordar.


Os sorrisos que se iluminam

Ao contar a esquecida versão

Persistem e não terminam

Quando se elimina a ilusão.


Que quando for minha vez

Me relembrem prontamente

A verdade com robustez

Não uma versão diferente.

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