quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sonhos

As sombras que cantam

Forte forte nos iludem

Cantam bem, espantam

E que a todos os ajudem.


As sombras que brilham

Na escuridão sempre sombria

Ajudam tanto aos que trilham

Caminhos com a lua vazia.


As sombras que cheiram

Cheiram delicadas a jasmim

E pelo cheiro as seguiram

E guiaram-se assim assim.


As sombras foram tocadas

Eram ilusões algo reais

Existiam sem ser atadas

Aos conceitos dos demais


As sombras do doce sabor

Não guiaram de facto

Pois não tinham outro ardor

Que o sentido abstracto.


Deste modo me encontrei

Ou deste modo me perdi?

Será que aquilo que viajei

Foi um algo que já vivi?

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