| Tu estás a ser manipulado |
| Tu estás a ser observado. |
| O que pensas ser verdade |
| É apenas uma idade |
| Que se reflecte em ti |
| Do modo que já vi |
| E que estou a contar |
| Para no futuro te ajudar. |
| A soma das tuas penas |
| Não será o bando de hienas |
| Que pensas que são. |
| São sim a vera paixão |
| Que reside em ti próprio |
| Complexa como um colóquio |
| Da ciência vibrante |
| Que te dá, confiante |
| A certeza do futuro |
| Sabendo-o inseguro. |
| As mágoas do passado |
| São algo muito prezado |
| Por ti meu inocente |
| Pois não vives no presente |
| Mas num Mundo fantasia |
| Longe deste e doutro dia |
| Desavindo com o fogo |
| E da alma deste jogo |
| Que é o tempo vivido. |
| Sê suave destemido |
| E conta o tempo corrido |
| Como uma bênção sagrada |
| Luta, faz-te à estrada. |
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Âmago do Presente
sexta-feira, 27 de junho de 2008
1º Visitante
StarWars aqui vou eu...
quinta-feira, 26 de junho de 2008
O Assalto ao Banco
Cerca de 95% dos versos que faço na cabeça têm assuntos estranhos ou jocosos mas devido a isso talvez tenha mais tendência para os esquecer rapidamente. :(
No entanto não me consegui esquecer destas quadras, especialmente a última que (curiosamente) foi a primeira a ser imaginada. ;)
| Estava no banco a depositar |
| Algum dinheiro e tesouros |
| Quando o vieram assaltar |
| Um grupo de três mouros. |
| |
| Tinham armas e um tijolo, |
| Começaram logo a berrar. |
| Se alguém fosse parolo |
| Era o primeiro a se matar. |
| |
| Ameaçaram o gerente, |
| Ou abria a caixa-forte |
| Ou com tijolada valente |
| Lhe dariam triste sorte. |
| |
| Quando a estavam a abrir |
| Gritaram todos os assaltantes |
| Foi aí que resolvi fugir |
| Por entre sirenes distantes. |
| |
| Não fugi sem o levar |
| Um refém nas cruzes |
| Soube bem aproveitar |
| A chegada das luzes. |
| |
| Mais tarde veio um jornalista |
| Que falou do cerco abjecto |
| Expôs-me imediatamente à vista |
| E passou para mim directo. |
| |
| Falaram num acto estóico |
| Eu acho que é só profano |
| Pois eles viram um acto heróico |
| Onde eu só vi um escudo humano. |
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Mais um Prego no Caixão
| Despejei a gasolina do bidão |
| Mais um fósforo para a fogueira |
| A ver se terminava a comichão |
| Ardendo daquela maneira. |
| |
| Esperei logo ver tudo arder, |
| Consumir o restante ar. |
| A madeira a desaparecer |
| E o fumo a espalhar. |
| |
| A brasa que se formou |
| Era vivaça e quente |
| E nada do que restou |
| Tinha um resíduo potente. |
| |
| Ficou um oco frio |
| Na caverna um vazio. |
| A ausência da emoção |
| Só uma triste canção. |
| |
| Tudo ardeu sem tino |
| Num flash do destino. |
| E terminou na alvorada |
| Graças à ideia lixada. |
Sonhos
| As sombras que cantam |
| Forte forte nos iludem |
| Cantam bem, espantam |
| E que a todos os ajudem. |
| |
| As sombras que brilham |
| Na escuridão sempre sombria |
| Ajudam tanto aos que trilham |
| Caminhos com a lua vazia. |
| |
| As sombras que cheiram |
| Cheiram delicadas a jasmim |
| E pelo cheiro as seguiram |
| E guiaram-se assim assim. |
| |
| As sombras foram tocadas |
| Eram ilusões algo reais |
| Existiam sem ser atadas |
| Aos conceitos dos demais |
| |
| As sombras do doce sabor |
| Não guiaram de facto |
| Pois não tinham outro ardor |
| Que o sentido abstracto. |
| |
| Deste modo me encontrei |
| Ou deste modo me perdi? |
| Será que aquilo que viajei |
| Foi um algo que já vivi? |
sábado, 21 de junho de 2008
Memórias Esbatidas
| Hoje ouvi algo que me entristeceu |
| A memória que nem sempre dura |
| A pedra agora amanhã desvaneceu |
| A verdade passou para loucura. |
| |
| É tão triste ver ou ouvir |
| Confissões já esquecidas |
| Não por a memória vir |
| Mas por estarem distorcidas. |
| |
| É tão cruel ver as almas |
| Daqueles inocentes a tentar |
| Ordenar as ideias calmas |
| Tentando mas sem recordar. |
| |
| Os sorrisos que se iluminam |
| Ao contar a esquecida versão |
| Persistem e não terminam |
| Quando se elimina a ilusão. |
| |
| Que quando for minha vez |
| Me relembrem prontamente |
| A verdade com robustez |
| Não uma versão diferente. |
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Pedir desculpa?
| Quando apresentamos desculpas |
| Às importantes pessoas que amamos |
| Seremos nós pessoas adultas |
| Quando não sabemos porque vamos? |
| |
| Será justo pedir para desculpar |
| Se não fizemos nada para ofender? |
| Não será semelhante ao mar |
| Pedir desculpa por se ver? |
| |
| Será bonito pedir na ocasião |
| Toda a limpeza da mesa? |
| E obter o seu perdão |
| Quando a razão está presa? |
| |
| Será generoso pedir a paz |
| E lutar pela harmonia? |
| Quando aquela guerra traz |
| Os demónios de outro dia? |
| |
| Será fingido o proferir |
| As frases do bem sabido? |
| E realmente preferir |
| Usar o discurso falido? |
| |
| Não sei nada sobre o tal |
| Um “não sei nada” previsto |
| Mas será que há mal |
| Em dizer o revisto? |
terça-feira, 17 de junho de 2008
Um Génio Carroceiro
| Gostava de fazer poesia |
| Como Bocage brejeira |
| Mas se a fizesse seria |
| Seca e bem foleira |
| |
| O que dava para ser patife |
| Na linguagem vulgar rimada |
| Tanto rimar com um esquife |
| Como com simples bofetada |
| |
| Não tenho o jeito do personagem |
| Fico mesmo muito aquém |
| Isso me impede a viagem |
| Para algo vulgar também |
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Passado
| Deus porque me deixaste |
| Naquela hora que precisei |
| Só pensava que me abandonaste |
| E o coração que partilhei. |
| |
| Estava mal e perdido |
| Não sabia o que fazer |
| Porquê o momento escolhido |
| Para me fazeres enlouquecer. |
| |
| Fugi dos grandes engodos |
| Que me cercavam além |
| Aguentei contra tudo e todos |
| E contra a solidão também. |
| |
| Mas o além vai acolá |
| Disso tudo me livrei |
| Limpa a minha mente está |
| E já não mais suspirei. |
| |
| Um pensamento salutar |
| Alternando com a miséria |
| Foi a base para ultrapassar |
| A tristeza desta matéria. |
| |
| Queria mostrar-vos a receita |
| Deste pensamento tão especial |
| Mas a verdade não é atreita |
| A uma simples definição real. |
sábado, 14 de junho de 2008
Saudade
| Uh! Que Pesadelo |
| Uh! Que Maldade |
| Uh! Que Desmazelo |
| Uh! Que Anormalidade |
| |
| Oh! A Loucura |
| Oh! A Paixão |
| Oh! A Tontura |
| Oh! A Ilusão |
| |
| Ih! Que Sonho |
| Ih! Que Destino |
| Ih! Que Enfadonho |
| Ih! Que Assassino |
| |
| Eh! A Chama |
| Eh! A Lealdade |
| Eh! A Trama |
| Eh! A Verdade |
| |
| Ah! A Beleza |
| Ah! A Felicidade |
| Ah! A Tristeza |
| Ah! É a Saudade |
Inauguração
Pensei bem e resolvi criar o meu próprio blog.
Benvindos a todos.